terça-feira, 30 de maio de 2017

Televisando: The True Cost

Oiê!
Nos últimos meses eu tenho repensado diversos aspectos da minha vida. Um desses pontos é o consumo excessivo (e olha que eu sou bem controlada). Sabe quando compramos uma blusinha porque ela é barata? Ou aquela sombra que você nem vai usar tanto, mas está na liquidação? Esses são pequenos exemplos de coisas que consumimos sem realmente precisar. Esse tipo de consciência não vem da noite para o dia, mas sim por um processo lento e gradual.

Eu sempre fui fraca quando o assunto são roupas em liquidação. A-D-O-R-O  olhar a etiqueta e ver que a blusinha custa menos do que 20 reais ou que o vestido está por R$29,90. Desse jeito, já comprei várias roupas que eu acabei usando muito pouco ou quase nada e das que usei, elas começaram a ficar feias muito rápido ou, até mesmo, descosturar. A primeira coisa que pensamos é: “Ah, paguei baratinho, não tem problema”, mas nunca pensamos porque a blusa é tão barata e porque ela não dura nada. Quem fez essa blusa? Em quais condições?
Por isso hoje eu recomendo um documentário muito interessante que mostra o porquê a blusinha custa tão barato e porque ela tem baixa qualidade. O “The true cost movie” mostra como as grandes marcas e fast-fashion exploram pessoas na Tailândia, por exemplo. Ele relembra grandes acidentes em confecções e mostra o quão desumano é o processo, tudo para fazer a blusinha custar R$10,00.
E se você acha que o problema está só ai, sou obrigada a dizer que não. A produção de algodão, em sua maioria, é tratada com agrotóxicos. Estes prejudicam o solo e trazem diversos problemas de saúde para os agricultores e moradores da região. E se você ainda acha pouco, saiba que tecidos não degradam, então as peças que são jogadas fora ficam anos e anos poluindo o ambiente – isso inclusive afetou o mercado têxtil de um país.
Felizmente, uma pequena parcela da população mundial começou a mudar o pensamento e hoje surgem algumas marcas slow-fashion ou mais conscientes quanto ao uso da matéria prima e atentas às condições de trabalho de quem produz a peça. Não se trata de deixar de comprar roupas e sim refletir um pouco mais antes de fazer a compra (realmente preciso? Vou usar de verdade?), tentar escolher marcas que não exploram pessoas e, se possível, priorizar pequenos fabricantes locais, que tenha como você saber como a peça foi feita.

Se você também acha que as coisas estão erradas nesse mundo (ou não), sugiro que assista ao documentário. Com certeza ele vai te ajudar a entender e te fazer questionar. É assim que vamos mudar essa situação!

The true cost está disponível no Netflix.


Até Mais!

2 comentários:

  1. Esse documentário tá faz teeempo na minha lista. Vou ver concerteza nesse final de semana ;) Faz um tempo que venho repensando meu consumo, não só com roupas, mas cosméticos, produtos de higiene, comida... Percebi que não preciso de metade das roupas do meu guarda roupa e de todos os cosmeticos parados no armário, mas é dificil desapegar. rs

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    Respostas
    1. Assiste e me conta o que achou! No meu mundo perfeito eu teria que ter a minha plantação de algodão, minha tecelagem e minha confecção!
      Hoje tenho evitado ao máximo comprar roupas, principalmente depois que eu comecei a costurar - sempre olho e penso que poderia fazer em casa!Estava tão infeliz com o meu guarda-roupa que estou com facilidade para desapegar, já tirei muita coisa do meu armário esse ano. Quanto à comida, por aqui já fazem uns 2 anos que tentamos cortar industrializados, principalmente as coisas mais artificiais, tem funcionado bem.
      Agora, maquiagem é mais dificil! Apesar de que eu não costumo comprar tantos produtos, fiz um bom estoque quando fui pra casa do meu tio no ano passado!

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