quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Estante: "O Lado Bom da Vida"

Oiê!
Terminei o nono livro do ano! Nem acredito que vou conseguir cumprir minha meta literária desse ano, faltam apenas três. O livro da vez é “O Lado Bom da Vida”, de Matthew Quick. Sim, aquele que já foi parar nas telas com o Bradley Cooper e a Jennifer Lawrence, que ganhou o Oscar de melhor atriz pelo filme. Assisti ao filme faz tempo, então foi interessante ler o livro.  Já posso dizer que o livro é melhor, como em 99% das vezes!


A história: “Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados".
Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.
À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que "é melhor ser gentil que ter razão" e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez.
Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança.


Preciso começar falando que o Bradley Cooper não conseguiu demostrar a loucura que o Pat vive, sério! No livro chega a ser desesperador ver a linha (se é que ela existe) de raciocínio do personagem principal. Sei que faz tempo que vi o filme, mas eu tenho certeza de que eles “superficializaram” as coisas.  

Voltando ao livro. Toda narrativa é feita pelo ponto de vista do Pat e é isso que mostra o quão doente ele está. A maneira que ele enxerga o mundo está totalmente distorcida e as pessoas à sua volta tentam lidar com isso, o que não é fácil. Em certo ponto, a Tiffany começa a se aproveitar dessa loucura, mas ela também não tem a linha de raciocínio mais sensata e tudo isso complica ainda mais a reabilitação de Pat. Toda a história acontece enquanto as outras pessoas estão vivendo suas vidas, resolvendo seus próprios problemas, conquistando novas coisas e Pat tem bastante dificuldade em lidar com isso – ele só quer procurar o lado bom das coisas e esperar por seu final feliz, mas as pessoas (ao ver de Pat) só enxergam o lado ruim.

Ler esse livro me deixou com uma sensação estranha. O livro é bom, o autor consegue transmitir toda insanidade do protagonista e eu acho que é exatamente por isso que fiquei com essa sensação. Infelizmente o livro não conseguiu me passar essa mesma sensação. Se você ainda não leu o livro e gostou do filme, recomendo a leitura – vale a pena! Agora, se você ainda não viu o filme e quiser apenas ler o livro, acho super válido!

Me conta, você já leu “O Lado bom da Vida”?

Até mais!

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