terça-feira, 6 de outubro de 2015

Falando Sobre: Outubro Rosa e o Câncer de mama

Hoje vim falar de um assunto muito importante. Nos últimos anos, acredito que você tenha ouvido falar do Outubro Rosa, caso não saiba do que eu estou falando, vou contar um pouco. 
Tudo começou em NY em 1990, quando uma fundação de combate ao câncer de mama distribuiu laços cor de rosa aos participantes da primeira corrida pela cura do câncer de mama. Com o passar dos anos outras fundações começaram a fazer ações ao redor do mundo para prevenção, combate e cura do câncer de mama. Em 1997, as movimentações de fundações e instituições ficaram mais fortes e isso resultou no Outubro Rosa, que nada mais é do que um mês onde há várias manifestações, comemorações, corridas e atividades voltadas à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. A cada ano a campanha fica maior e hoje prédios e monumentos importantes são iluminados de rosa para participar de todo esse processo. Se você quiser saber mais, tem um site brasileiro sobre o Outubro Rosa e um americano (Pink October) com muito mais informações sobre a campanha.
No começo do ano eu postei um texto sobre as decisões da AngelinaJolie, lá expliquei algumas coisas sobre a parte genética e câncer hereditário. No post de hoje vou falar especificamente do câncer de mama.

O câncer de mama é o segundo tipo mais comum de câncer no mundo. De todos os novos casos de câncer diagnosticados ao decorrer de um ano, 25% são de mama! O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que 57.120 novos casos serão diagnosticados só em 2015. E sim, homens também podem desenvolver a doença, mas correspondem à apenas 1% dos casos – normalmente está associada à doença familiar e síndromes.

São raros os casos de câncer diagnosticados antes dos 35 anos (provavelmente são casos hereditários) e depois dessa idade, as chances vão aumentando, principalmente após os 50 anos. Quanto mais velha for a pessoa, maior o acúmulo de exposição e alterações biológicas (como o envelhecimento) e assim, maior o risco de desenvolver a doença. Existem alguns fatores de risco que podem aumentar a chance de desenvolver o câncer de mama, tais como o tabagismo, a reposição hormonal, excesso de peso, ingestão de bebidas alcoólicas, entre outros.

Vamos falar da mama! Ela é constituída por lóbulos (onde produz leite), ductos (canais que ligam os lóbulos ao mamilo), gordura, tecido conjuntivo, vasos sanguíneos e vasos linfáticos. O local onde o tumor se desenvolver vai determinar o tipo do câncer de mama.
Há três tipos principais, o Carcinoma Ductal in situ, o Carcinoma Ductal Invasivo e o Carcinoma Lobular InvasivoO primeiro é o câncer de mama em estágio inicial, surge nos ductos e não tem capacidade metastática, ou seja, as células cancerígenas não conseguem migrar para outros tecidos. Já o Carcinoma Ductal Invasivo é o tipo mais comum, também surge nos ductos e neste caso pode haver metástase. O terceiro tipo é o segundo mais comum, surge nos lóbulos e além da possibilidade de metástase, há risco de desenvolver a doença na outra mama e nos ovários.

Muitas vezes o câncer de mama em estágios iniciais é assintomático e exames de rotina podem detectar precocemente. Mas é sempre importante ficar atenta aos sintomas:
- Presença de caroço no seio ou na axila;
- Inchaço em parte do seio;
- Irritação da pele ou irregularidades;
- Dor ou inversão do mamilo;
- Vermelhidão ou descamação;
- Secreção (sem ser o leite) pelo mamilo.
No homem, os sintomas são bem parecidos. Assintomático no estágio inicial e o caroço cresce rapidamente.
Então, se você sentir algum desses sintomas ou alguma outra coisa diferente, vá ao médico! Lá ele vai te encaminhar para os exames adequados e aí o tratamento será escolhido com base no seu caso.

A detecção do câncer de mama é feita pela famosa mamografia. Ela deve ser feita anualmente (assim como outros exames ginecológicos preventivos) após os 40 anos. Porém, cada caso é único, e o seu médico irá te dizer quando começar a fazer a mamografia e de quanto em quanto tempo.

O tratamento do câncer de mama envolve o procedimento cirúrgico para a remoção do tumor. A cirurgia pode ser complementada com radioterapia, quimioterapia e/ou hormonioterapia. Como eu disse antes, cada caso é um caso e o tratamento adequado será escolhido baseado em você.

Câncer não é brincadeira, mas hoje, felizmente, há melhores tratamentos. A detecção precoce é a maior aliada ao tratamento, por isso os exames preventivos são tão importantes. Quanto mais cedo a doença for detectada, melhor a resposta ao tratamento e maiores chances de cura.

Se você tem alguma dúvida sobre o assunto, deixe perguntas nos comentários, tentarei responder da melhor maneira. E se sentir algo diferente, procure o seu médico!


Até mais!

Referências:
Outubro RosaPink OctoberINCAAC Carmargo Cancer Center

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